ARRANCA TOCO E QUEBRA O DEDO

Nesses tempo que nóis jogava futebor de campinho dizium prá mim que o Brasil era o país do futuro. Falaro que nesse futuro eu ia tê que largá do jogo de bola, que futebor num dava camisa prá ninguém e coisa e tar. Que eu  inté pudia sê bão de bola, mas tinha memo é que sê bão na escola.

Cuntece que esse futuro me chegô e vi que a vida se joga num terreno bardio, numa terra cansada, cheia de perdeguio e onde o que dá muito é espinho carrasquento.

A REIVA É QUE FAIZ DISPARÁ A ISPINGARDA

Cumo diz a Bíbria, num dexe a reiva amanhecê protro dia.

Reiva que num é passagera num é reiva, é ira incruada, que se virô cruer sentimento. Num é reiva que é momento, é reiva teimada, perene.  É ódio, aquela vingança ruminada que faiz mai mar pro que sente que pro odiado, que as veiz nem se dá conta de tanto que é malamado.

Disconjuro essa ideia de desforra. De verdade, o odiento é como se puxasse pelos pano um cadáve do odiado. Os pano vão podreceno, se desfazeno o corpo, fedeno o defunto.

O RIO DA ALMA CAIPIRA

Os banderante intrarum no sertão, rumados pelo Tietê. Os conquistadô tinham esse curso d’água como ataio  seguro.

No discubrimento do oro e pedras preciosa nas Minas Gerais, era desse rio que partia as canoa dos aventurero.

Foi da terra roxa moiada e das água do rio frutuoso que a agricurtura deu vida  pro oro verde dos cafezá.

Quano veio as fábrica foram das água do rio que ia nascê a força elétrica que movia as máquina e rendeu a riqueza.

Era prá terem cuidado do rio Tietê .

Era prá sê anssim, mai só que num foi.

Música: Corredeira, composta e interpretada pelo cumpadre Garvão, parcero de Campo Grande, MS.

O CAUSO DA SOPA DE PEDRA

“No meio da sopa tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio da sopa
Tinha uma pedra
No meio da sopa tinha uma pedra”

Discurpa, aí, cumpadre Carlos Drumão.

É que dá prá fazê sopa de pedra.

Ocê, minero, ia achá um trem bão.

Qué sabê a receita?

Antão ova o pograma.

O que de mais ocê ia colocá nessa sopa?

Manda aí nos comentário.

O MILAGRE DO PÃO

Co perdão dos cumpadre

Chico Buarque e Mirto Nacimento

que fizero a  bunita musga O Cio da Terra, que  fala

“Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E se fartar de pão”,

quero dizê que mai milagroso

que prantá, coiê, fazê e comê o pão

é reparti o pão.

Ova o pograma e reparta ele cos amigo.

 

O CAUSO DA PESCARIA NO CAIOÇARA

A gente num percisa campeá a felicidade longe de onde nóis tá, num é memo?

Ela pode tá tão incostada ninóis que inté tem quem chame ela de ‘carícia da fortuna’. Bunito isso, não?

Pode inté percurá nos distante, inté nos istrangero, mai periga ocê num incontrá o sucedimento lá i quano vortá, co rabo entre as perna,  a sua alegria pode num tá mais onde ela sempre tava, perto docê.

Pode sê que a ventura num tá na aventura, num é?

Ocê decide se fica ô se vai.

Mai lembra que prá acertá longe carece tê muito boa pontaria?

E de saí e de ficá que trata o Causo da Pescaria no Caioçara.

Ova! Comente! Passe prá frente!

Ah! A musga Paiz e Amor tá no YôTube

https://www.youtube.com/watch?v=ssjIxkxd__Y